segunda-feira, 28 de novembro de 2016

2016 finalmente chega ao fim...o que nos espera em 2017 ?


Caros amigos,

Bem vindos ao blog e agradeço à todos pelo interesse. Como puderam notar pelo título, a idéia deste início, antes mesmo de falarmos de vendas, é elaborar um resumo deste ano e entender o que nos espera em 2017, para à partir deste ponto, discutirmos estratégias de vendas possíveis.

Como o tema é extenso, fracionamos o assunto em quatro posts, neste primeiro, trataremos do comportamento dos compradores, já pertencentes a carteira de clientes, no mercado B2B no ano que termina.

  • ·         Comportamento dos clientes de base (carteira)
  • ·         Comportamento dos novos clientes
  • ·         Resposta do modelo de atendimento e vendas
  • ·         Cenários 2017.

Depois de tanto pensar em um tema relevante, para nós profissionais de vendas, cheguei a conclusão que o momento é de análise do que vivemos e o que nos espera no ano que bate a nossa porta.

Certamente, a grande maioria das empresas e profissionais ligados a vendas e negócios no país, não deve estar muito satisfeita com os resultados, poucas foram as empresas que conseguiram manter suas vendas crescendo, os motivos já foram exaustivamente debatidos na mídia, mas pouco ainda falamos na repercussão em vendas e nas equipes, pouco se discutiu sobre comportamento dos compradores neste ano e muito pouco nas modalidades de negócios que cresceram e reduziram em função da crise.

Estes elementos foram, inclusive, fatores motivadores para criar o blog e discutir, como diante destas repercussões, poderíamos vencer o grande desafio de sobreviver em vendas e, até mesmo, crescer. 

Outro fator não menos importante é o desejo de compartilhar nossa experiência de sucesso e crescimento em vendas nos últimos 02 anos.

Isto posto, mãos na massa:

Como o tema é extenso, vamos neste primeiro post, falar do comportamento dos compradores já pertencentes a carteira de clientes, no mercado B2B.

É fato que houve intensa renegociação de contratos na busca por condições comerciais melhores (do ponto de vista do cliente), prazos de pagamento maiores, redução de valores, congelamento de reajustes e, também, diante do cenário, transferências de risco e clausulas duras.

Os clientes podem ser divididos em três grandes categorias, a primeira eu diria, é composta por um grupo de empresas que, em situação desesperadora, a negociação foi motivada pela sobrevivência, em nosso caso, houve situações em que clientes desejavam devolver licenças de uso de sistema devidamente pagas, para obterem redução de valores de suporte e manutenção.

O segundo grupo é composto por empresas que definiram em suas metas e, em seus respectivos planejamentos, redução de custos e despesas com olhar na saúde financeira, as renegociações e mesmo as compras, foram focadas neste ponto.

E, finalmente, um terceiro grupo, composto de empresas que “aproveitaram” o momento para melhorar seu desempenho em detrimento da “expropriação” dos seus fornecedores.

Em termos de negociação, era de suma importância descobrir quem realmente precisava de apoio e quem apenas desejava melhorar sua posição, neste caso, equipes bem preparadas e principalmente, líderes de vendas e negócios com sangue frio e foco na negociação foram os mais bem-sucedidos. Em nosso caso, primeiro negamos quaisquer alterações e aos poucos fomos descobrindo em que situação cada cliente se encaixava e adotamos medidas especificas para cada grupo, por exemplo: Evitamos aceitar a “devolução” de licenças com respectiva redução de valores mensais, substituindo pela simples redução temporária de valores com objetivo de retornarmos aos valores originais, tão logo a empresa recuperasse sua condição (empresas do primeiro grupo e parte das empresas do segundo grupo).

Para clientes do grupo 3, adotamos uma postura firme, suportando a pressão e principalmente a tortura do tempo...

Quanto as vendas nestes clientes, independente do grupo, somente projetos estritamente necessários e com redução de custos emplacaram 2015 e principalmente 2016. Além disso, o comportamento de compras mudou em função dos modelos de aquisição, no caso de empresas de TI, como a em que eu atuo, a substituição de compras de licenças por modalidades de locação e nuvem (SaaS) foi uma realidade. Também percebemos uma forte evolução de terceirização completa de processos (BPO) em setores já tradicionais e, também, novos tipos de BPO, que mostraram força e devem seguir em marcha crescente nos próximos anos.

Outra mudança profunda para quem comercializa soluções baseadas em projetos, foi o aumento do prazo de desencaixe financeiro, ou seja, fluxo de caixa de projetos mais longo o que de fato impactou o faturamento das empresas fornecedores. Há casos em que as vendas se mantiveram ou mesmo cresceram, mas o faturamento foi menor que o previsto, isto, em grande parte é fruto de pagamento como serviços e projetos mais longos com pagamentos mais espaçados.  Neste ponto, pouco as equipes de vendas puderam fazer, isto porque, conseguir aumentar as vendas já foi uma grande vitória.

No próximo post, vamos tratar do mercado em 2016 para vendas novas e a partir dos cenários econômicos dos e dos aprendizados destes anos difíceis projetar 2017 com estratégia de negócios realmente eficazes.

Ah...o post será atualizado semanalmente e aberto para sugestões, dicas e informações.
1 forte abraço,


Carlos Maffei