sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Cenários 2017 (Vendas e negócios)


Amigos,

Sejam novamente bem-vindos!

Conforme prometido, segue o último post referente a táticas e estratégias de negócios e vendas em 2016 e possíveis cenários em 2017.

Como todos sabemos e foi amplamente noticiado, nossa economia possui fragilidades acima de nossas expectativas. Em julho, o Banco Central e o mercado como um todo, projetavam um crescimento em torno de 1,7% do PIB em 2017. Sabemos que alguns negócios tem um desempenho médio superior ao PIB, caso por exemplo do segmento de TI que historicamente, cresce duas e até três vezes mais. Caso também dos segmentos de transporte e turismo.

Porém, a cada nova previsão, esta projeção foi se alterando negativamente, para 1,5%, 1,2% e o mercado projeta crescimento próximo de zero, em 2017, existem alguns analistas que sugerem um terceiro ano de PIB negativo.

As medidas do governo de contenção de gastos, ainda são propostas e não ajudarão na recuperação econômica, serão importantes para a correção do mau uso do dinheiro público nos anos vindouros (PEC do Teto de gastos / Reforma da previdência). As ações tomadas pela área econômica do governo, para incentivo da economia, são tímidas e não são suficientes para a recuperação do emprego e renda. Outro problema pouco debatido é que esta crise não é uma crise do estado, esta crise e uma crise das empresas, ou seja, há endividamento privado e isto torna a recuperação mais lenta.

Bem, este é o cenário econômico, mas, de forma prática, o que isto vai refletir em nossas vidas profissionais e quais serão os impactos em nossas empresas?  Quais ações teremos que adotar? Qual o melhor caminho a seguir?

São perguntas simples com respostas complexas, mas, na minha percepção, o mercado continuará estagnado, em menor grau é verdade, mas continuará lento. O impacto em negócios e vendas se resumem basicamente ao o que chamo de triangulo do sucesso em vendas:

1.       Temos vendas garantidas? Se a resposta for não você tem um problema!
2.       Temos funil de vendas consistente em fase final? Se a resposta for não, seu problema é grande e complexo.
3.       Temos geração de oportunidade que nos garanta uma evolução sadia do funil? Se a resposta for não pela terceira vez, você tem um grande problema, quase irremediável a curto prazo.

Como podemos perceber, para cada resposta temos ações, evidente que a demanda do mercado em que atuamos e a estratégia de posicionamento dos produtos influenciam a área de negócios, mas, independentemente de ações estratégicas da empresa, a estratégia comercial e as ações devem ser feitas da melhor forma possível com os recursos disponíveis, isto não depende do mercado e do posicionamento da empresa, depende de nós, depende de você.

Então, neste post, não vamos tratar de estratégia corporativa, mas de cenários e ações comerciais e formular algumas dicas importantes:

a)      Atue mais digitalmente, utilize mais a internet como ferramenta de negócios (fuja do Facebook para estratégia de aproximação pessoal).
b)      Desenvolva uma estratégia comum com marketing, para a geração de oportunidades interligada com a equipe comercial
c)       Capacite seu time, é importante uma mudança de cultura e posicionamento, o mundo mudou muito e hoje, profissionais de vendas e negócios devem ser muito mais provedores de conteúdo do que vendedores. Devem entender o poder da internet e do conhecimento (conteúdo), tem que entender que o comprador de hoje é muito preparado devido ao Google...
d)      Institucionalize reuniões não somente de cobrança, mas de esclarecimento e montagem de estratégias e planos de ação.
e)      Acompanhe as grandes contas no funil e vá ao cliente.
f)       Acompanhe diariamente os números de geração de leads e faça correções pontuais
g)      Foque as ofertas mais fortes
h)      Crie ofertas como serviço, isto é uma tendência que vai avançar ainda mais.
i)        Reúna semanalmente marketing, vendas, e estruturas de apoio a vendas para acompanhar os números
j)        Entenda que o funil começa no mercado e termina com fechamento, portanto, envolve estratégia de marketing e estratégia de venda combinada.
k)      Invista em eventos temáticos, de conteúdo de negócio e pouco voltados ao seu produto.
l)        Reduza o investimento em marketing tradicional (jornais impressos, revistas)
m)    Crie ou melhore sua estratégia de Inbound MKT.
n)      Avalie friamente o desempenho dos vendedores e racionalize seu time.
o)      Defina metas difíceis de serem alcançadas, mas possíveis.
p)      E, finalmente, não espere que tudo se resolva rápido, portanto, não se desespere!


Claro que isto não responde a tudo, mas sugere algumas ações positivas. É importante entender que o impacto em nossas vidas também depende da situação financeira da empresa, como o mercado em que atuamos se comportará no ano que vem e como nós respondemos a estes desafios e pressões.

O sucesso profissional depende essencialmente de nós, pois muito se fala em diferenciação quando vendemos e, no entanto, temos as respostas prontas e iguais a todo mundo, quando não conseguimos atingir nossos resultados, seja diferente, haja diferente e obtenha resultados diferentes.

Bem meus amigos, terminamos o ciclo de quatro posts referente a 2017, no próximo post, iremos começar a tratar como os compradores mudaram e como isto impacta vendas.

Um forte abraço e nos vemos na semana que vem!


Carlos Maffei

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Táticas e estratégias de sucesso em vendas (2016)

Caros amigos,

Neste post vamos tratar sobre o reposicionamento que adotamos em nossos times, em repostas a este período de vacas magras do mercado em 2016.
Analisando todo o contexto de vendas,  devemos admitir que existiam e, sempre existem, diversas variáveis que contribuem para o sucesso ou o fracasso dos resultados em vendas, seguem alguns dos principais elementos  que tratei em 2016.:

        I.            Reposicionamento da equipe de vendas em função da estratégia dos produtos
a.       Revisão do perfil do time em função de suas competências em produtos e mercado
b.      Avaliação da carteira/produtos em função das métricas do EC e produto

      II.            Redefinição da estratégia de posicionamento de produtos no mercado (público alvo, preços, diferenciais, modelo MKT)
a.       Análise dos concorrentes e reposicionamento no porte dos clientes (ampliação da abrangência na pirâmide de faturamento
b.      Fortalecimento do modelo SaaS
c.       Flexibilização do desencaixe financeiro em virtude da carência de financiamento e disponibilidade financeira dos clientes.

    III.            Análise detalhada dos funis de vendas e suas respectivas métricas de desempenho por produto, região, mercado, executivo).
a.       Análise das métricas de cada fase do funil, ou seja, quantos suspects são necessários para chegarmos a um determinado número de prospects, quantos prospects se tornam oportunidades, quantas oportunidades evoluem no funil para negociação e quantos clientes em negociação convertem vendas, tudo isto por produto, região e executivo.
b.      Realinhamento da estratégia regional, de produtos e dos EC baseados no desempenho.

    IV.            Redefinição das metas com olhar nas necessidades de faturamento da empresa
a.       Identificação dos valores necessários de vendas para conversão de faturamento, ou seja, a cada R$ 100,00 vendidos durante o ano, quantos Reais de fato se tornam faturamento
b.      Identificação da necessidade de vendas global do ano
c.       Redistribuição por produto
d.      Redistribuição regional e por Executivo

      V.            Redirecionamento do MKT como foco em inbound MKT e eventos de negócios orientados pelos assuntos tratados nos blogs.
a.       Definição de quantos suspects deveriam ser gerados pelo MKT
b.      Análise da conversão do funil de MKT
c.       Definição das personas (perfil da pessoa alvo no mercado definido), ou seja, a quem deveríamos definir como profissional alvo no mercado escolhido
d.      Realinhamento do discurso e conteúdo de MKT para este profissional
e.      Definição de processo e métrica de pontuação em inbound mkt para sabermos em que ponto nosso suspect/prospect está apto a ser abordado.
f.        Definição de ações de aceleração de funil com utilização de cases, eventos, materiais de divulgação
g.       Alinhamento da estratégia de comunicação com MKT, isto significa geração de entrevistas e artigos com foco nos assuntos estratégicos definidos para atuação no mercado.
h.      Implantação do uso de linkedin corporativo para os executivos como forma de instrumentalizar o relacionamento.

    VI.            Capacitação do time comercial
a.       Capacitação em produtos e mercados de acordo com a estratégia de vendas e MKT

  VII.            Fortalecimento do processo de vendas
a.       Ajustes do CRM para contemplar os processos de vendas (Solution Selling)
b.      Controle da manutenção dos cadastros (vital para análises de métricas e resultados).
c.       Controle do cumprimento das etapas do processo

VIII.            Fortalecimento da gestão de vendas.
a.       Ritual de reuniões semanais
b.      Mudança da postura entre líder e liderado, deixando que cada executivo de contas faça sua própria apresentação de resultados perante o time.
c.       Cumprimento das ações prometidas (datas, horários, envio do material) não permitindo que os rituais não sejam cumpridos por nenhum membro.

Em suma caros amigos, estas foram algumas das ações que permitiram que o desempenho comercial fosse superior aos anos de 2014 e 2015. É verdade que não são ações nem simples e, nem mesmo,  com efeito imediato.

Cabe ressaltar que várias destas ações já estavam sendo praticadas e, em muitos casos, de forma positiva, o grande recado é que todas as ações devem de alguma forma estarem interligadas e tratadas no conjunto, de nada adianta avaliar funil de vendas e redefinir metas se a prospecção de MKT não estiver realinhada, ou seja, tente imaginar um objetivo final de vendas e faça uma análise de todo o funil de forma retroativa e, defina estratégias e ações para cada etapa deste funil.

Procure nos detalhes informações preciosas sobre o desempenho e invista pesadamente em conhecimento, afinal, conhecimento é único e imprescindível. Conhecimento é a única coisa que se divide e ao final soma e acrescenta. Invista nisto.

Bem, chegamos ao final deste post, espero que tenham gostado, fico à disposição e lembro que no próximo trataremos de cenários para 2017.

Vejo vocês semana que vem!

1 forte abraço,


Carlos Maffei

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Comportamento dos clientes em 2016 - Vendas Novas

Amigos,


Em continuidade ao post anterior, vamos hoje analisar o comportamento dos novos clientes nos últimos dois anos, com ênfase especial em 2016.

O que todos notamos este ano, assim como em 2015, foi uma postura muito cautelosa do consumidor, fruto da crise e da expectativa sobre o futuro da economia, evidente que todos os indicadores de confiança estiveram abaixo dos patamares de 2013 e 2014, embora seja verdade que em 2016 verificou-se um crescimento da expectativa que voltou a recuar nos meses de outubro e novembro, conforme gráfico abaixo.



Quando analisamos o outro lado da moeda, ou seja, as empresas, o resultado é semelhante, os indicadores de expectativa do setor de serviços, por exemplo, se comportaram exatamente como as expectativas do consumidor final, com crescimento em 2016 com queda em outubro e novembro.



Estes são apenas alguns indicadores econômicos, no geral, nossa economia recuou fortemente pelo segundo ano consecutivo, hoje, o PIB  está nos patamares de 2012.

Tudo isto impactou a atitude das empresas, notamos, nas vendas novas (vendas complexas), que os tempos de concretização dos negócios foram fortemente ampliados, ou seja, no jargão comercial, os funis de venda se comportaram de forma mais lenta, os negócios não avançavam, mas via de regra, também não eram totalmente abortados.

Previsões de venda foram impactadas o que refletiu fortemente no faturamento das empresas, embora, comercialmente, algumas empresas tenham conseguido, de alguma forma, manter o volume de vendas, dependendo do preparo e planejamento em vendas. Contudo, não há como negar que as margens e rentabilidade das empresas foram afetadas.

Outros dois pontos foram notados, o primeiro, referente ao comportamento do fluxo de pagamento dos projetos, ou seja, quando o cliente decidia comprar, em grande parte dos negócios percebemos um fracionamento maior dos pagamentos, mesmo que isto significasse tempo maior do projeto. Isto se deve a falta de confiança na execução orçamentária e principalmente de orçamentos mais restritos.  
Na indústria de TI, percebemos que apenas projetos relacionados a questões legais ou que poderiam retornar o investimento em um ciclo curto de tempo foram adiante.

Além disso, outro fator importante foi a mudança, ou melhor dizendo, uma aceleração dos modelos de negócio baseados em “aluguel” ou outsourcing. Em TI, o modelo de aquisição na modalidade SaaS (software como serviços) cresceu de forma acentuada. A terceirização no modelo BPO (Business Process Outsourcing) também cresceu fortemente, tudo isto incentivado pela forma de tratamento contábil/legal, ou seja, tratar estes projetos como OPEX (despesas) ao invés de Capex (investimento em ativo), definiu este modelo.

Todos estes fatores causaram impacto nas equipes de vendas, nos seus resultados e, somente com forte capacidade de adaptação, planejamento e intensa capacitação dos colaboradores os obstáculos poderiam ser vencidos.

O resumo da opera é que apesar do ano difícil, algumas lições devem ser extraídas, a primeira, é que não devemos esperar os maus momentos para mudarmos, antecipar as mudanças externas é via de regra um santo remédio contra crises, o segundo, é um fator resultante de todos os fatores analisados, neste momento, foi possível separar joio de trigo e, descobrir quem são líderes comerciais de verdade e quem são vendedores no sentido completo do termo.

Quanto as mudanças, creio que a citação mais feliz vem de um filósofo grego que certa vez disse:

“Nada é permanente, salvo a mudança”
Heráclito

Até o próximo post!

Forte abraço,


Carlos Maffei